
Dignidade Equina
A Organização Druida Caipira assume a missão de implantar padrões humanitários de bem-estar animal no coração do estradão brasileiro. Nosso objetivo é elevar a Dignidade Equina ao status de dever civilizatório, reconhecendo cavalos, burros e asnos como coautores da nossa História e companheiros no aprimoramento da sociedade, especialmente, através da cultura, do esporte e da terapia.
Nosso Comissário Jaum Marquezini, Técnico Agrícola com mais de dezoito anos de experiência em gestão rural, entende que a dignidade humana é indissociável da dignidade de todos animal, planta e coisa que nos sustente individualmente e coletivamente.
Conheça nossa base fundamental em:
cavalo3branco.druidacaipira.org/marcaoi



Integridade física equina;
Questões de alimentação, hidratação e saúde rotineira.
Integridade mental equina;
Garantia de mínimas condição nutricionais, saúde e território.
Integridade territorial equina;
Além da questão espacial há qualidade no ambiente.
Princípios:


Ação Educativa
O gênero Equus, que abrange cavalos, jumentos e zebras, possui uma história evolutiva complexa, fascinante e integrada à humanidade. No contexto brasileiro, essa história se desdobra desde o Pleistoceno.
Os ancestrais dos cavalos, viviam nas densas florestas americanas há mais de quinhentos milhões de anos. Com no máximo sessenta centímetros era uma presa fácil, passaram a buscar planaltos, onde o campo aberto significava proteção e assim conheceram o caminho para as planícies da Eurásia pelo estreito de Bering.
Há dez mil anos com o colapso da megafauna, os equus migraram das Américas para a Eurásia. Com a agricultura, os cavalos se aproximaram dos seres humanos e se tornaram o principal motor da Humanidade, sendo ainda considerados como o animal mais fiel, mais emocionalmente próximo e mais compreensivo sobre nossas necessidades individuais e coletivas.
Retornando para as Américas apenas com a expansão marítima portuguesa há quinhentos anos. Esse reencontro resultou na formação de raças adaptadas e culturalmente significativas, como o Crioulo, o Marajoara e o Mangalarga.
Cavalos na Memória Brasileira
O primeiro monumento público do Brasil é obra de Louis Rochet, em homenagem à independência, e representa Dom Pedro I sobre um Cavalo elegantíssimo, sendo um dos mais belos trabalhos do gênero. Na base, quatro paineis representam a fauna dos quatro maiores rios do Brasil (Amazonas, Paraná, São Francisco e Madeira).
Dourado é o nome do Cavalo Patrono da Cavalaria. Veterano e glorioso pela Guerra do Paraguai viveu seus últimos anos numa estância, aposentado por ordem e sob os cuidados de Marechal Osório.
Trabalho de Victor Brecheret, com 13 toneladas de Bronze e 16 metros de altura, o monumento do Duque de Caxias é a maior estátua equestre nas américas do Sul e Central. Além do cavalo ser muito mais e mais trabalhado que o próprio Caxias, todo o monumento é decorado com cavalos, sendo a cena com maior número de cavalos representado na batalha do Itororó e no painel sobre a chegada do duque em Bagé, se apresente desmontado, homens, mulheres e cavalo com olhares na mesma altura.
Trabalho de Galileo Emendabili, com 5 toneladas de Bronze e 5 metros de altura, inaugurada em 1934, foi transferido para a USP em 1973, como uma homenagem póstuma a Ramos de Azevedo; sua obra representa o Progresso, o Gênio da Engenharia, como belo jovem montado em um vigoroso cavalo alado, a rapidez do pensamento; apresenta na palma de sua mão o mundo e sobre ele, Minerva. Homem e Cavalos com posicionamento de cabeça e orgulhosos de portar a sabedoria.


Bibliografia
MACIEL, M. S. et al. Análise da genealogia da raça Mangalarga. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 39, p. 17-21, 2024.
ALMEIDA, F. Q.; SILVA, V. P. Progresso científico em equideocultura na 1ª década do século XXI. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 39, n. 1, p. 119-129, 2010.
RIBEIRO, Luana Manzione. A festa e o movimento tropeirista em Silveiras: a cidade esquecida, a cidade relembrada. 2005. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005.
ALGATÃO, Filipe Cordeiro de Souza. Os tropeiros no século XXI e o sentido contemporâneo dessa atividade: estudos de caso em duas localidades no Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. 2015. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2015.
SCHULTZ, C. L. et al. Equus (Amerhippus) neogaeus Lund, 1840 (Perissodactyla, Equidae) no Quaternário do Estado do Paraná, Brasil. Revista Brasileira de Paleontologia, v. 15, n. 3, p. 269-278, 2012.
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